Sensorium
Sensorium
Quando escrevo um orgasmo sensorial implode no meu peito, masturbação retórica na forma de palavras e frases, a construção do meu próprio ser. Uma penetração de sentidos no meu corpo, o calor do prazer gritado na carne, a mais perfeita mutilação.
Sinto a luxuria dos olhares, a paixão ardente do toque, o desejo colado no sangue. Um grito erótico ecoa no silêncio, um gemido tórrido de quem ama. Como a carne podre do pecado, deito-me na minha própria morte, fornicando a minha alma poluída pelo sémen.
Ó céu azul, desce em mim agora o desejo imenso, a ternura do acto isolado e inocente. Quero ver mais, mais para além deste prazer carnal, deste prazer consumido pela chama. Vaginas que perpetuam à minha frente, chamam por mim húmidas, tórridas de paixão.
Ó mente perversa que és a minha perdição, ó tu que me levas à loucura, com teus peitos desnudos e grandes. Tu que me engoles com o olhar, com o calor do teu corpo, tu que me levas ao céu, mas sem nunca me tirar do inferno dantesco em que me postaste.
És a carne, o sangue, o calor que me ilumina, deixando erecto a minha consciência mórbida de sexo, de amor. Como-te agora, como-te agora, mas morro ruído, engolido, exprimido pelo teu corpo. És em mim a explosão de cor que nunca tive. És em mim o orgasmo, o fascínio do sexo.
Acabo este texto como o comecei, penetrando-te com estas palavras amargas de quem morre de amor, de quem explode num sentimento estéril, num momento preciso em que o clímax é atingido em simultâneo. Acabo o texto como o comecei, a morrer de amor, a morrer por ti.
Quando escrevo um orgasmo sensorial implode no meu peito, masturbação retórica na forma de palavras e frases, a construção do meu próprio ser. Uma penetração de sentidos no meu corpo, o calor do prazer gritado na carne, a mais perfeita mutilação.
Sinto a luxuria dos olhares, a paixão ardente do toque, o desejo colado no sangue. Um grito erótico ecoa no silêncio, um gemido tórrido de quem ama. Como a carne podre do pecado, deito-me na minha própria morte, fornicando a minha alma poluída pelo sémen.
Ó céu azul, desce em mim agora o desejo imenso, a ternura do acto isolado e inocente. Quero ver mais, mais para além deste prazer carnal, deste prazer consumido pela chama. Vaginas que perpetuam à minha frente, chamam por mim húmidas, tórridas de paixão.
Ó mente perversa que és a minha perdição, ó tu que me levas à loucura, com teus peitos desnudos e grandes. Tu que me engoles com o olhar, com o calor do teu corpo, tu que me levas ao céu, mas sem nunca me tirar do inferno dantesco em que me postaste.
És a carne, o sangue, o calor que me ilumina, deixando erecto a minha consciência mórbida de sexo, de amor. Como-te agora, como-te agora, mas morro ruído, engolido, exprimido pelo teu corpo. És em mim a explosão de cor que nunca tive. És em mim o orgasmo, o fascínio do sexo.
Acabo este texto como o comecei, penetrando-te com estas palavras amargas de quem morre de amor, de quem explode num sentimento estéril, num momento preciso em que o clímax é atingido em simultâneo. Acabo o texto como o comecei, a morrer de amor, a morrer por ti.

2 Comments:
Morres de amor ou de luxúria? Talvez dos dois.
Porque as palavras guardam o improvavel e transmitem o impossivel.... Parabéns pelo momento e pela clareza do discurso!
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